domingo, 28 de março de 2010

O que é bom dura pouco

Coisa boa pra mim é zapear pela tv e descobrir que a Net com sua infinita bondade ou descuido mesmo abriu todos os canais daqui de casa. Às vezes a euforia é tão grande que fico zapeando tão na emoção pra encontrar o que assistir que o sinal cai sem eu ter me fixado em qualquer coisa.
Mas hoje foi bacana.
Fim dos Tempos, com um roteiro bem fraquinho mas que devo confessar que curto bastante Mark Whalberg e logo depois, antes de acabarem com a minha alegria de pobre, Quem quer ser um milionário.
Esse último é um desses filmes da minha vida que eu fico com preguiça de ir ao cinema e espero que caia inesperadamente no meu colo.

Enfim, foi bom enquanto durou.
Obrigado a Net e um brinde a ACAPS!

sexta-feira, 26 de março de 2010

O melhor remédio é beber.

"_E aí? Comé que você tá?"
"_Um pouco drogado de corticóide mas tô bem."
"_Que isso... bebe aí vai, que isso tudo passa."

Bom, passar não passou. Mas que foi bom foi.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Pote

Esse container mais simples e primitivo, esse invólucro do vazio, essa forma primordial, que veio em substituição às mãos postas.


"Queima-se o barro para fazer o pote.
A utilidade do pote vem do vazio.

Rasgam-se janelas e portas para criar o quarto.
A utilidade do quarto vem do vazio.

Portanto,
Ter leva ao lucro,
Não ter leva ao uso."


Lao-Tzu

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Brincando de ser coisa



Um das minhas maiores diversões quando criança era brincar de ser coisa. Desde muito cedo, passei a ficar sozinho em casa e como minhas companhias eram armários, liquidificadores e tapetes, passava horas buscando “sentir” e “pensar” como eles. Como sempre fui bastante esperto para minhas idades, sabia bem que meus companheiros eram todos inanimados. Então a brincadeira consistia basicamente em me abster de todos os pensamentos e sentimentos, humanos ou não. Fatalmente caia no sono e a diversão acabava sempre da mesma forma: balançado por minha mãe, em pânico, dentro do guarda-roupa ou embaixo de uma escada.
Hoje, a prática permanece, mas só acontece quando, à noite, no silêncio da casa que dorme, entro no banheiro, sento nu sobre a privada, pressiono o interruptor e viro escuridão.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A vez dos “losers”


Glee é uma série que teve sua estreia no Brasil em setembro deste ano e é exibida pelo canal pago Fox.
Aposta nos típicos personagens de séries e filmes estadunidenses: líderes de torcida e jogadores de futebol truculentos e conta a história do professor Will Schuester (interpretado por Matthew Morrison), que resolve reativar o coral da escola chamado de "Glee Club", que no passado foi motivo de grande orgulho para todos os alunos na instituição. No entanto, a escola não tem recursos para sustentar o coral. Assim, eles precisam chegar à final do campeonato regional de corais para garantir a verba para continuar funcionando. No meio disso, a professora Sue Sylvester, na minha opinião o melhor personagem em séries nos últimos tempos e interpretada por Jane Lynch, que treina o time de líderes de torcida da escola, que já venceu inúmeros campeonatos, está disposta a tudo para atrapalhar o sucesso do coral que recebe o nome de "Novas Direções", já que ele pode resultar em menos prestígio e dinheiro para seu time de líderes de torcida.

Os únicos que se oferecem para participar do coral são os marginalizados do colégio, numa equipe que junta nerds, góticos e a menina que acha que nasceu para ser uma estrela, mas não consegue se enturmar com ninguém. Todos sofredores de “bullyng”.

Rachel Berry, personagem de Lea Michele que atua na Brodway desde os seus oito anos, vive entre um copo e outro de suco jogado no rosto pelas "colegas" de colégio. Uma sonhadora que almeja o estrelato desde criança quando começou aulas de dança e canto, incentivada pelos dois pais (gays) com quem mora. E logo no primeiro episódio define sua meta: "Hoje, ser anônimo é pior do que ser pobre". O que pode ser considerada uma verdadeira frase da contemporaneidade.

Glee é uma comédia-musical e por isso faz a linha ame ou odeie. Mas é praticamente impossível não se encantar por seus personagens ou até mesmo se identificar. Quem nunca foi ridicularizado na escola por ser feio, cafona, gay, gordo, negro, judeu ou qualquer outra coisa?

O ator Chris Colfer que recentemente se assumiu gay e coincidência ou não interpreta um personagem gay na trama diz que já sofreu muita pressão emocional em sua época de colégio. Kurt, seu personagem é um soprano ligado em roupas de marca e logo no primeiro episódio é jogado dentro de uma caçamba de lixo pelos grandões do time de futebol, mas não sem antes pedir para tirar o casaco, da nova coleção de Marc Jacobs.

Outro destaque vai para Amber Riley que interpreta Mercedes, uma aluna com um vozeirão de tremer qualquer quarteirão e que se impõe merecidamente por não aceitar ficar em segundo plano no palco.

Um dos pontos altos da série é a trilha sonora que conta com adaptações de músicas conhecidas em novos arranjos. A versão de "Don't Stop Believing", da banda Journey, tema do episódio piloto e interpretada pelo elenco, alcançou o primeiro lugar em downloads no iTunes e superou a versão original da música na parada da "Billboard".
“Single Ladies” de  Beyoncè, “Papa Don’t Preach” de Madonna e “Rehab” de Amy Winehouse também estão na lista.

Em Glee ninguém é perfeito, uma regra que vale para alunos e professores. Nesse universo, onde a graça está nos defeitinhos, o único papel que sobrou para as líderes de torcida e os capitães truculentos de time de futebol é o de coadjuvante.

Porém existem algumas considerações a fazer. Não espere por dramas profundos, a série é totalmente despretensiosa e em alguns momentos abusa dos clichês levando a coisa toda de ser “loser” muitas vezes ao enfadonho.
Os números musicais são os que realmente seguram os episódios. E apesar de lembrar muito essa coisa toda de “Hanna Montana”, “High School Music”, “Camp Rock” e outras mais não há nada de puritano (leia-se Crepúsculo). Mesmo porque o público alvo não são os adolescentes e sim os mais crescidos (adultos ou pseudo-adultos).

As brigas homéricas entre Will e Sue são de surpreender pela agilidade do diálogo. Agilidade essa que eu não vejo desde Gilmore Girls.

Concluindo, é uma série divertida daquelas de se ver pra não pensar em nada e lembrar da sua época nos anos 80, onde a trilha é essencialmente baseada.

Eu gosto bastante e o episódio final da temporada que já foi ao ar nos Estados Unidos é de arrepiar. Sem dizer da interpretação feita de “Imagine” que conseguiu surpreendentemente tirá-la da banalização. Mas ainda assim Glee não é a minha preferida dessa temporada. Mas falar de TrueBlood é um assunto para um outro dia.

Glee está na lista dos indicados para o Globo de Ouro de 2010 como melhor série (musical ou comédia); Matthew Morrison (Will Schuester) como melhor ator (musical ou comédia); Lea Michele (Rachel Berry) como melhor atriz (musical ou comédia) e Jane Lynch (Sue Sylvester) como melhor atriz coadjuvante.

Indicações são sempre questionáveis, mas Jane Lynch está realmente jogando um bolaço na pele de Sue Sylvester. Por ela eu fico na torcida.

Interessou? Quer ver qual é? Vá lá:

Glee – Episódios inéditos todas as quartas às 22 h pela Fox.

Site oficial: Glee

Para DL toda a 1ª temporada: Compartilhar é preciso.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Julian Casablancas - Phrazes For The Young (2009)

Julian Casablancas, frontman dos Strokes, lança seu primeiro disco solo em novembro. Phrazes For The Young sairá pela gravadora Cult Records.
O álbum foi gravado em Los Angeles, Nebraska e Nova York, cidade natal de Casablancas, com Jason Lader e Mike Mogis - integrante da banda indie Bright Eyes - na produção.
O cantor foi bem econômico em sua estréia, o álbum é composta de apenas oito faixas, entre elas "11th Dimension", faixa embebida no synth pop oitentista e também o primeiro single.
Para seu primeiro voo solo, o vocalista dos Strokes disse ter procurado sonoridade distante à da banda que lhe deu fama. A ideia era associar "música moderna" ao "poder e seriedade da música mais velha", conforme revelou em entrevista no início de agosto.
Casablancas participou de outros projetos musicais desde o último disco do Strokes, First Impressions of Earth, de 2006. Entre eles, o cantor se uniu a Santigold e Pharrell Williams na música "My Drive Thru" e colaborou com Danger Mouse no recente álbum Dark Night Of The Soul.

Fonte: Rollig Stone

Tracklist:

01 Out Of The Blue
02 Left And Right In The Dark
03 11th Dimension
04 Chords Of The Apocalypse
05 Ludlow Street
06 River Of Brake Lights
07 Glass
08 Tourist

sábado, 17 de outubro de 2009

Tristemente Irreparável


É verdadeiramente triste ler essa notícia nos principais sites do país. Ontem, um incêndio destruiu parte da residência do pintor e arquiteto César Oiticica, irmão do pintor, escultor e artista plástico Hélio Oiticica, morto em 1980, aos 42 anos. Situada no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio.
No local estavam cerca de 2 mil obras do artista. "Perdemos cerca de 200 milhões de dólares, mas esse não é o valor principal, o valor em dinheiro não significa nada. É uma perda que o mundo inteiro irá lastimar. A cultura brasileira ficou ferida. Eu me sinto pessimamente", disse César, em entrevista à Rádio CBN.
Ainda não se sabe o que teria causado o incêndio, que começou no primeiro andar da casa. Segundo a família, os bombeiros demoraram para chegar na casa e começar o combate ao fogo.
 
Hélio Oiticica foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. Ele é considarado um dos artista mais revolucionários de seu temppo.
Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann. O que na história da arte no Brasil é o período mais interessante pra mim.
Hélio criou o Parangolé, que segundo ele era a "antiarte por excelência".
O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente "seus tons, cores, formas, texturas e grafismos, e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista".
Foi também Hélio que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar a estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009





15 a 21/10 - Design gráfico brasileiro em temporada na China: aqui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

The Big Pink - "A Brief History Of Love" ( 2009 )

Salvalaio disse, Salvalaio avisou. Há dias martelando na minha cabeça pra ouvir ( leia-se baixar ).
Recomendo.
Não sabe do que se trata? Azar. "Eu não vim pra explicar". Ouça. Permita-se.

DOWNLOAD AQUI:
http://www.megaupload.com/?d=0PIZIHIX
OU AQUI:
http://www.sharebee.com/eec34d98